15 de setembro de 2013
Monitoria Rainha da Luz: um Núcleo ABC
21 de outubro de 2009
Meio Ambiente lança campanha para reduzir uso de sacolas plásticas
8 de outubro de 2009
E o desperdício continua

Texto de Adriano Marquez Leite neste jornal (30/9) informa que, passados dois anos, continua paralisado o projeto de implantar uma usina de triagem e reciclagem para resíduos de construção (entulhos) em Goiânia. Já há uma área de 40 hectares escolhida, ao lado do atual aterro de resíduos, na saída para Trindade. E a implantação deverá custar R$1,2 milhão, para permitir o reaproveitamento de aço, plásticos e outros materiais. Mas não anda. Enquanto isso, continua a ser recolhida uma tonelada por dia de entulhos ao aterro geral – apressando seu fim de vida (embora seja novo, da década de 90), já muito próximo, tanto que se cuida de sua expansão.
O recolhimento ao aterro (que também é um desperdício de materiais) é bastante menor que a produção dos entulhos, superior a duas toneladas/dia. Fala-se até em três toneladas diárias, bem mais que os resíduos domiciliares e comerciais (cerca de 1,3 tonelada/dia). Seriam de 60 a 90 toneladas/mês, ou cerca de 1 milhão de toneladas anuais, 1 bilhão de quilos, cerca de 800 quilos por goianiense.
Enquanto não se resolve a questão, a Comurg usa oito caminhões e gasta cerca de R$500 mil por mês para recolher uns 30% dos entulhos, dizem outras fontes. Na verdade, só deveria recolher os resíduos colocados em 12 ecopontos autorizados. Mas os entulhos se espalham pela cidade, deixados na calada da noite por quem não quer ter nem trabalho nem despesa.
Além de apressarem o fim dos aterros (e custa muito implantar outro, além de ser dificílimo encontrar área adequada), os resíduos sepultados são um desperdício enorme. Em usinas, pode-se separar brita, areia, metais, plásticos e reaproveitá-los ou reciclá-los. Além disso, existem usinas móveis, que podem deslocar-se entre as várias áreas autorizadas a receber entulhos e facilitam a operação.
O problema está na atribuição de custos. Em princípio, eles devem caber a quem gera os resíduos – e é esse caminho que tem permitido resolver adequadamente o problema nos países que mais êxito tiveram (Alemanha, Suécia, Noruega, Dinamarca e outros). Aqui, os geradores dizem que os custos devem caber ao poder público – isto é, a toda a sociedade (que paga os impostos e não se beneficia das obras).
Não é diferente da situação do lixo em geral, onde também é enorme a resistência de todos os geradores a arcar com os custos. Os muitos projetos no Congresso Nacional empacam sempre nesse item - como acontece agora com o projeto da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que já é uma coleção de dispositivos praticamente inócuos.
Enquanto se segue por aí, o País continua gerando, segundo o IBGE (2002), cerca de 220 mil toneladas diárias só de resíduos domicilares e comerciais, isto é, mais de 1 quilo de lixo por dia por pessoa – sem falar em que uns 20% do lixo, pelo menos, sequer são recolhidos: despejam-se nas ruas, nos rios, entopem redes de drenagem, são um problema grave.
O desperdício é enorme, inclusive no lixo aterrado, porque quase tudo que está aí contido poderia ser reutilizado, reciclado ou ter outras destinações. Trabalho recente da Unesp de Sorocaba mostrou que 91% das 110 toneladas de materiais sepultados a cada dia no aterro da cidade de Indaiatuba poderiam ser reaproveitados ou reciclados. Não é diferente da experiência do Núcleo Industrial de Reciclagem de Goiânia que, no início de suas atividades em cinco bairros, quando tinha todas as condições e remuneração adequada, só enviava para o aterro 20% do lixo por ele recolhido – o restante era transformado em fertilizante (materiais orgânicos compostados), telhas de papel e papelão revestidas de betume (substituem com muitas vantagens as telhas de amianto), PVC (reciclado em pets vendidos a indústrias de plástico, mas que também pode ser transformado em mangueiras pretas). As latas de alumínio eram revendidas para indústrias recicladoras, assim como outros metais e vidro moído. E tudo feito por uma cooperativa de pessoas antes desempregadas, que foram treinadas para operar e administrar uma usina.
Esse deveria ser o caminho no País todo, que, no entanto, só recicla em usinas 1% do lixo total. A situação só não é muito mais grave porque temos de Norte a Sul cerca de 1 milhão de catadores, que conseguem encaminhar para empresas recicladoras cerca de um terço do papel e papelão descartados, uns 20% do vidro, grande parte das latas de alumínio e do pet.
O Brasil deveria implantar e entregar aos catadores usinas em todo o País, além de equipamentos de coleta – e tornar obrigatória a coleta seletiva já na origem. Há poucos dias, o ministro do Meio Ambiente anunciou que será criado o Pagamento por Serviços Ambientais Urbanos, assim como a garantia de preços mínimos para os materiais recolhidos pelos catadores. O Ipea ainda vai estudar o valor a ser pago por material.
É elogiável. Mas é preciso correr. Os municípios brasileiros gastam hoje, em conjunto, entre R$ 6,5 e13 milhões por dia (depende do lugar) com empresas que coletam lixo domiciliar e comercial (aí não se incluem os custos do lixo industrial, hospitalar, tóxico e outros) e o levam para aterros – que custam outra fortuna para administrar. Só na coleta, portanto, entre R$ 2 e 4 bilhões por ano, aos quais deve ser adicionada a despesa na gestão dos aterros. Para desperdiçar materiais.
Washington Novaes é jornalista
31 de agosto de 2009
Seja a mudança que queira ver no mundo
Por Renado Mendes
http://biocosmo.blogspot.com/2009/08/ghandi-e-reciclagem-do-lixo-na-minha.html
Mahatma Ghandi, líder pacifista indiano do século passado, ensina:
A ascensão da ecologia
Hoje em dia ecologia parece ser o assunto preferido nos departamentos de marketing das grandes empresas, por isso, parece ter virado um assunto popular. Vê-se falar em ecologia até nos anúncios publicitários. O assunto agora é um argumento a mais utlizado pelas empresas para divulgar o seu produto. Todavia, não penso que isso seja de todo modo ruim. Penso que seja bom que as pessoas liguem a TV e encontrem programas sobre o assunto, ou ainda que no supermercado possam escolher produtos com selos ambientais.
Outro dia mesmo, zapeando pelos canais da televisão assisti no canal TV Senado uma reportagem muito bom sobre a produção orgânica de alimentos. Com entrevistas de diversos técnicos e profissionais da EMBRAPA e com belas imagens de fazendas que utlizam o sistema orgânico de produção de alimentos. Porém, assistir TV é um ato muito passivo. Você assisti ao programa, fica fascinado com todas as técnicas e conceitos, depois muda de canal e começa a se entreter com alguma bobeira qualquer.
Da passividade para a atividade: separando e reciclando o próprio lixo.
Por exemplo, hoje é segunda-feira. Em Goiânia, e no meu bairro, dia da prefeitura recolher o lixo residencial. Eu sempre tento reduzir ao máximo a quantidade de lixo que coloco para fora de casa. Moro em um república com mais 4 amigos, e a questão da separação do lixo tem sido um desafio semanal. Como fazemos isso? Na cozinha temos duas lixeiras. Uma para resíduos orgânicos e outras para rejeitos inorgânicos.
A outra parte do lixo é a mais complicada. Eu procuro não beber refrigerantes, mas meus colegas de casa bebem. A quantidade consumida por eles para mim é um absurdo. Bebem em média uma garrafa pet de 2L por dia. Isso resulta que no final da semana temos cerca de
20 de maio de 2009
Novo Encanto prepara projeto para reciclagem e tratamento de lixo no Núcleo Mestre Manoel Nogueira

Um projeto inicial vem sendo examinado e contempla as seguintes fases: 1) Diagnóstico da situação atual; 2) Implantação da coleta seletiva; 3) Divulgação; 4) Tratamento do lixo; 5) Parcerias e 6) Definição das metas e objetvos.
O monitor Luiz Duarte informa que vem recebendo orientações de integrantes da Rede da Novo Encanto e destaca, como um dos pontos relevantes do projeto a motivação das pessoas e o estabelecimento de parcerias. Considera importante, para o êxito do projeto, a participação de todos os membros do Núcleo, da Direção, da equipes do Plantio e dos Jovens, da Ogan, do grupo que cuida das crianças e ainda das pessoas que participaram do curso de permacultura, em Pirenópolis, em 2007.