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15 de setembro de 2013

Monitoria Rainha da Luz: um Núcleo ABC

Durante estes primeiros anos de trabalho da monitoria da Novo Encanto no Núcleo R. L. iniciamos pelo mais básico, que em nosso caso era solucionar o problema da antiga fossa negra que servia a propriedade e já estava comprometida. Com o voto de confiança dado pela direção do núcleo, principalmente através do apoio do C. Rinaldo, a proposta de construção de uma “fossa ecológica” foi aceita e realizada pela própria irmandade, inclusive a escavação no terreno pedregoso que nos rendeu umas 5 ou 6 escalas de trabalho duro, união e boas recordações!

Um Núcleo ABC, começa pelo A, de Água e assim iniciamos o trabalho no então “Pré-Núcleo R. L.” antes mesmo de haver uma monitoria da Novo Encanto formalizada, realizando o tratamento da água negra, proveniente das privadas, evitando a contaminação das águas subterrâneas que utilizamos em nosso poço artesiano e produzindo boas safras de bananas bem adubadas!

Na sequência deste trabalho foi realizada a construção de um sistema de tratamento da água cinza (toda a água usada que não vem das privadas). Este sistema, por não ser usual, não dispunha de literatura ou cartilha didática que pudesse nos orientar em sua construção, que desta forma foi feita de maneira experimental, exigindo muitas adaptações para corrigir os defeitos que surgiram ao longo de seu desenvolvimento. Sua conclusão demandou mais de 1 ano de trabalho, muita paciência e perseverança!

Concluído o tratamento de toda a água utilizada no núcleo, passamos ao gerenciamento dos resíduos sólidos. Estes eram descartados no lixão do município de Bonfinópolis, desprovido de qualquer processo de tratamento, contribuindo com o risco de contaminação tanto do solo quanto do lençol freático daquela região, utilizado para captação de água de diversas famílias.

O primeiro passo foi realizar a triagem do material reciclável que o núcleo produz. Lixeiras apropriadas à coleta seletiva foram adquiridas com recursos da tesouraria somados às contribuições mensais dos sócios da Novo Encanto. Para armazenar este material até o momento de repassá-lo às cooperativas de reciclagem, foi feito um depósito utilizando-se um material renovável e bastante versátil: o bambu. Esta iniciativa teve por objetivo tanto a educação ambiental quanto a solução prática de construção. Foi realizada uma oficina de tratamento das varas de bambu através de uma técnica artesanal, utilizando-se fogo e verniz.

Esta oficina serviu também como uma oportunidade didática abordando temas como a importância da reciclagem, do manejo adequado de resíduos e do uso de materiais renováveis  na construção. Forma construídas composteiras de metal para a transformação dos resíduos de alimentos em adubo para o plantio.

Com estas ações chegamos mais próximos do ponto de “Emissão Zero” de resíduos no Núcleo R.L., com o tratamento/destinação adequados de praticamente todo o resíduo líquido e sólido gerado pelo núcleo. Nosso objetivo é que além desta ação prática no âmbito da UDV, este exemplo seja repetido em casa pelos sócios do núcleo.

A próxima meta da monitoria é a consolidação da parceira Novo Encanto e Departamento de Plantio, atuando no sentido da implementação plena das técnicas de manejo agroflorestal na área de plantio existente e na expansão do plantio em áreas que hoje se encontram degradadas com a presença de pastagem e que podemos recuperar com a implementação de agrofloresta, que além de possibilitar o cultivo do mariri e chacrona e gerar mais equilíbrio àquele ecossistema, pode nos garantir recursos financeiros a curto, médio e longo prazo.

Leandro Moura _ Monitor da Novo Encanto do N.R.L

21 de outubro de 2009

Meio Ambiente lança campanha para reduzir uso de sacolas plásticas




“Saco é um saco. Para nós, para a cidade, para o planeta e para o futuro”. Esse é o slogan da campanha nacional do Ministério do Meio Ambiente lançada pelo ministro Carlos Minc, em São Paulo, com apoio da rede de supermercados Wal-Mart. A iniciativa pretende conscientizar o cidadão a recusar as sacolas plásticas, sempre que possível, adotando alternativas para o transporte das compras e o acondicionamento de lixo.

Anualmente, o Brasil consome 12 bilhões de sacolas plásticas e cada brasileiro utiliza aproximadamente 66 sacos por mês. Esses dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e outros do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) mostram que o estrago das “inocentes” sacolas plásticas já está chegando até locais distantes, considerados verdadeiros paraísos ecológicos e turísticos. Além disso, 500 bilhões estão por aí entupindo rios, lagos, bueiros, poluindo o mar, matando peixes, tartarugas e outros animais.



8 de outubro de 2009

E o desperdício continua




Washington Novaes - O Popular - 08/10/09


Texto de Adriano Marquez Leite neste jornal (30/9) informa que, passados dois anos, continua paralisado o projeto de implantar uma usina de triagem e reciclagem para resíduos de construção (entulhos) em Goiânia. Já há uma área de 40 hectares escolhida, ao lado do atual aterro de resíduos, na saída para Trindade. E a implantação deverá custar R$1,2 milhão, para permitir o reaproveitamento de aço, plásticos e outros materiais. Mas não anda. Enquanto isso, continua a ser recolhida uma tonelada por dia de entulhos ao aterro geral – apressando seu fim de vida (embora seja novo, da década de 90), já muito próximo, tanto que se cuida de sua expansão.

O recolhimento ao aterro (que também é um desperdício de materiais) é bastante menor que a produção dos entulhos, superior a duas toneladas/dia. Fala-se até em três toneladas diárias, bem mais que os resíduos domiciliares e comerciais (cerca de 1,3 tonelada/dia). Seriam de 60 a 90 toneladas/mês, ou cerca de 1 milhão de toneladas anuais, 1 bilhão de quilos, cerca de 800 quilos por goianiense.


Enquanto não se resolve a questão, a Comurg usa oito caminhões e gasta cerca de R$500 mil por mês para recolher uns 30% dos entulhos, dizem outras fontes. Na verdade, só deveria recolher os resíduos colocados em 12 ecopontos autorizados. Mas os entulhos se espalham pela cidade, deixados na calada da noite por quem não quer ter nem trabalho nem despesa.


Além de apressarem o fim dos aterros (e custa muito implantar outro, além de ser dificílimo encontrar área adequada), os resíduos sepultados são um desperdício enorme. Em usinas, pode-se separar brita, areia, metais, plásticos e reaproveitá-los ou reciclá-los. Além disso, existem usinas móveis, que podem deslocar-se entre as várias áreas autorizadas a receber entulhos e facilitam a operação.


O problema está na atribuição de custos. Em princípio, eles devem caber a quem gera os resíduos – e é esse caminho que tem permitido resolver adequadamente o problema nos países que mais êxito tiveram (Alemanha, Suécia, Noruega, Dinamarca e outros). Aqui, os geradores dizem que os custos devem caber ao poder público – isto é, a toda a sociedade (que paga os impostos e não se beneficia das obras).


Não é diferente da situação do lixo em geral, onde também é enorme a resistência de todos os geradores a arcar com os custos. Os muitos projetos no Congresso Nacional empacam sempre nesse item - como acontece agora com o projeto da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que já é uma coleção de dispositivos praticamente inócuos.


Enquanto se segue por aí, o País continua gerando, segundo o IBGE (2002), cerca de 220 mil toneladas diárias só de resíduos domicilares e comerciais, isto é, mais de 1 quilo de lixo por dia por pessoa – sem falar em que uns 20% do lixo, pelo menos, sequer são recolhidos: despejam-se nas ruas, nos rios, entopem redes de drenagem, são um problema grave.


O desperdício é enorme, inclusive no lixo aterrado, porque quase tudo que está aí contido poderia ser reutilizado, reciclado ou ter outras destinações. Trabalho recente da Unesp de Sorocaba mostrou que 91% das 110 toneladas de materiais sepultados a cada dia no aterro da cidade de Indaiatuba poderiam ser reaproveitados ou reciclados. Não é diferente da experiência do Núcleo Industrial de Reciclagem de Goiânia que, no início de suas atividades em cinco bairros, quando tinha todas as condições e remuneração adequada, só enviava para o aterro 20% do lixo por ele recolhido – o restante era transformado em fertilizante (materiais orgânicos compostados), telhas de papel e papelão revestidas de betume (substituem com muitas vantagens as telhas de amianto), PVC (reciclado em pets vendidos a indústrias de plástico, mas que também pode ser transformado em mangueiras pretas). As latas de alumínio eram revendidas para indústrias recicladoras, assim como outros metais e vidro moído. E tudo feito por uma cooperativa de pessoas antes desempregadas, que foram treinadas para operar e administrar uma usina.


Esse deveria ser o caminho no País todo, que, no entanto, só recicla em usinas 1% do lixo total. A situação só não é muito mais grave porque temos de Norte a Sul cerca de 1 milhão de catadores, que conseguem encaminhar para empresas recicladoras cerca de um terço do papel e papelão descartados, uns 20% do vidro, grande parte das latas de alumínio e do pet.


O Brasil deveria implantar e entregar aos catadores usinas em todo o País, além de equipamentos de coleta – e tornar obrigatória a coleta seletiva já na origem. Há poucos dias, o ministro do Meio Ambiente anunciou que será criado o Pagamento por Serviços Ambientais Urbanos, assim como a garantia de preços mínimos para os materiais recolhidos pelos catadores. O Ipea ainda vai estudar o valor a ser pago por material.


É elogiável. Mas é preciso correr. Os municípios brasileiros gastam hoje, em conjunto, entre R$ 6,5 e13 milhões por dia (depende do lugar) com empresas que coletam lixo domiciliar e comercial (aí não se incluem os custos do lixo industrial, hospitalar, tóxico e outros) e o levam para aterros – que custam outra fortuna para administrar. Só na coleta, portanto, entre R$ 2 e 4 bilhões por ano, aos quais deve ser adicionada a despesa na gestão dos aterros. Para desperdiçar materiais.


Isso é que é ser rico pródigo.


Washington Novaes é jornalista

31 de agosto de 2009

Seja a mudança que queira ver no mundo



Por Renado Mendes

http://biocosmo.blogspot.com/2009/08/ghandi-e-reciclagem-do-lixo-na-minha.html


Mahatma Ghandi, líder pacifista indiano do século passado, ensina: "Seja a mudança que queira ver no mundo." Penso que agora estou começando a atender essa pequena frase sintetiza um grande ensinamento. A maneira como venho compreendendo é através da prática. Mas, como? Vou tentar dar um exemplo.


A ascensão da ecologia


Vive-se hoje uma febre da ecologia. Esse não é um debate novo, pois pelo menos desde a década de 70 existe o debate sobre a maneira que o homem vem aproveitando os recursos naturais do planeta. Desde aquela época - antes ainda de eu nascer - já se tinha consciência que a maneira como as coisas estavam indo na economia poderiam levar a um esgotamento dos recursos naturais no planeta.

Hoje em dia ecologia parece ser o assunto preferido nos departamentos de marketing das grandes empresas, por isso, parece ter virado um assunto popular. Vê-se falar em ecologia até nos anúncios publicitários. O assunto agora é um argumento a mais utlizado pelas empresas para divulgar o seu produto. Todavia, não penso que isso seja de todo modo ruim. Penso que seja bom que as pessoas liguem a TV e encontrem programas sobre o assunto, ou ainda que no supermercado possam escolher produtos com selos ambientais.

Outro dia mesmo, zapeando pelos canais da televisão assisti no canal TV Senado uma reportagem muito bom sobre a produção orgânica de alimentos. Com entrevistas de diversos técnicos e profissionais da EMBRAPA e com belas imagens de fazendas que utlizam o sistema orgânico de produção de alimentos. Porém, assistir TV é um ato muito passivo. Você assisti ao programa, fica fascinado com todas as técnicas e conceitos, depois muda de canal e começa a se entreter com alguma bobeira qualquer.


Da passividade para a atividade: separando e reciclando o próprio lixo.

Por exemplo, hoje é segunda-feira. Em Goiânia, e no meu bairro, dia da prefeitura recolher o lixo residencial. Eu sempre tento reduzir ao máximo a quantidade de lixo que coloco para fora de casa. Moro em um república com mais 4 amigos, e a questão da separação do lixo tem sido um desafio semanal. Como fazemos isso? Na cozinha temos duas lixeiras. Uma para resíduos orgânicos e outras para rejeitos inorgânicos.


A primeira é menor, e esvaziamos pelo menos duas vezes ao dia, quando levo os restos de alimento para a nossa composteira no quintal. Basta jogar os restos de alimento, cobrir com um pouco de terra e folhas, e em poucos dias aquela matéria orgânica se decopõe e você tem um bom material para adubar as suas plantas.


A outra parte do lixo é a mais complicada. Eu procuro não beber refrigerantes, mas meus colegas de casa bebem. A quantidade consumida por eles para mim é um absurdo. Bebem em média uma garrafa pet de 2L por dia. Isso resulta que no final da semana temos cerca de 7 a 10 pets vazias no quintal. Separamos essas garrafas e procuro dar um destino a elas diferente da lixeira da porta da minha casa. Há um tempo atrás, seu Raimundo, um catador de material reciclável aqui do bairro passava na porta da nossa casa e recolhia as nossas garrafas PET. Ele deu uma sumida nesses últimos dias. Por isso, a partir dessa semana vou entregar as garrafas para uma amiga que sabe fazer bancos estilo puff com as garrafas. Ainda estou esperando para ver como é, e quem sabe aprender e ter um banco novo para a nossa casa.


Além das garrafas de plástico, costumo separar mais três itens. Os dois primeiros são as latinhas de alumínio e garrafas de vidro que são resíduos das festas que ocasionalmente na república. E o terceiro item são as embalagens tetrapak das caixas de leite e molho de tomate resíduos da cozinha. Sempre que tenho uma quantidade boa desses itens, procuro levar para um dosPontos de Entrega Voluntária para a coleta seletiva de lixo, da AMMA, a Agência Municipal de Meio Ambiente.


Pois então, esse é a maneira como tento lidar com ecologia na minha casa. São atitudes simples, locais, mas que somado a sua atitude podem ter um efeito global.

20 de maio de 2009

Novo Encanto prepara projeto para reciclagem e tratamento de lixo no Núcleo Mestre Manoel Nogueira


A Monitoria da Novo Encanto, com o apoio de outros departamentos, está preparando um projeto para melhorar a coleta e o tratamento do lixo produzido nas várias atividades realizadas no Núcleo Mestre Manoel Nogueira. Uma equipe formada pelo monitor Luiz Duarte, Cristina Leão, Isabel Cristina, Rosângela Araújo, Vicente Vedana, Cláudio e Renato Mendes está preparando um projeto inicial, que deve começar a ser implantado no mês de junho. A idéia é começar com a coleta seletiva e desenvolver um sistema de tratamento do lixo, com o aproveitamento do lixo reciclável e a transformação do lixo orgânico em adubo e composto.

Um projeto inicial vem sendo examinado e contempla as seguintes fases: 1) Diagnóstico da situação atual; 2) Implantação da coleta seletiva; 3) Divulgação; 4) Tratamento do lixo; 5) Parcerias e 6) Definição das metas e objetvos.

O monitor Luiz Duarte informa que vem recebendo orientações de integrantes da Rede da Novo Encanto e destaca, como um dos pontos relevantes do projeto a motivação das pessoas e o estabelecimento de parcerias. Considera importante, para o êxito do projeto, a participação de todos os membros do Núcleo, da Direção, da equipes do Plantio e dos Jovens, da Ogan, do grupo que cuida das crianças e ainda das pessoas que participaram do curso de permacultura, em Pirenópolis, em 2007.